Os três primeiros episódios da série live-action de The Remarried Empress dão início à história de Navier, imperatriz do Império Oriental, cujo casamento estável, mas emocionalmente distante, com o imperador Sovieshu é destruído quando ele leva Rashta, uma escrava fugitiva, para o palácio como sua amante oficial.

Navier e Sovieshu foram prometidos e se casaram ainda crianças. Embora o relacionamento dos dois seja apresentado como mais fundamentado na amizade do que no romance, Navier cumpriu suas responsabilidades como imperatriz. A situação muda abruptamente quando Sovieshu começa a apoiar Rashta abertamente, transformando a chegada da amante em uma campanha de humilhação contra a esposa, que culmina em uma grande traição no final do terceiro episódio.

A adaptação também se preocupa em apresentar Rashta como uma vítima antes de mostrar como ela se torna cada vez mais calculista. Seu passado inclui abuso, escravidão, cicatrizes físicas e desnutrição, tornando compreensível sua decisão de aceitar a proteção de Sovieshu, mesmo enquanto a influência dele possibilita suas ações posteriores. A crítica argumenta que o imperador, e não Rashta sozinha, é a principal fonte da injustiça que cerca Navier.

A atuação de Min-A Shin como Navier enfatiza as emoções rigidamente controladas da personagem. Sua linguagem corporal contida e seu sorriso treinado refletem a pressão de manter a aparência de uma esposa graciosa, enquanto seu verdadeiro calor é visto principalmente em suas interações com Queen, uma ave misteriosa que leva mensagens de um aliado desconhecido. Suas damas de companhia percebem a tensão, mas Heinrey, príncipe do Reino Ocidental, é a primeira figura poderosa a reconhecer de fato o que ela está vivenciando.

A introdução de Heinrey no terceiro episódio oferece tanto apoio quanto alívio cômico. Sua primeira aparição é apresentada por meio de um rumor mostrado em uma cena exagerada, quase no estilo western, enquanto seu assistente McKenna contribui para o humor com sua exasperação. A crítica descreve o primeiro encontro oficial de Heinrey e Navier como uma sequência muda particularmente eficaz.

Se-young Lee interpreta Rashta combinando inocência e cálculo, enquanto Ji-Hoon Ju retrata Sovieshu como presunçoso e profundamente irritante. A produção também recebe elogios pelos cenários do palácio e pelos figurinos elaborados, embora as roupas sejam inspiradas em diferentes períodos históricos. O guarda-roupa de Navier, por exemplo, é descrito como mais próximo de meados do século XX, enquanto outros personagens evocam estilos vitorianos ou do século XVIII.

Ao fim da prévia, a história pessoal de Navier está apenas começando. Ela continua reservada porque esconder suas emoções faz parte da maneira como sobrevive à reviravolta em sua vida. A série sugere que ela não precisa simplesmente de alguém que a salve, mas de alguém que possa ajudá-la a encontrar a força para salvar a si mesma. A crítica deu aos episódios iniciais uma nota geral de A- e destacou as atuações fortes, os personagens bem escritos, os cenários detalhados e a atuação física eficaz de Navier e Queen. Também advertiu que alguns espectadores podem considerar Rashta simpática demais e observou as representações de tortura e escravidão.

Fontes: Anime News Network.